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sexta-feira, 21 de agosto de 2015


Sabe... eu já fui bom, mas  muito  bom mesmo numa coisa.
Eu, como muitos meninos da época, andava de arquinho, mas o fazia como poucos. Tinha  a manha.
De posse de um ferro fidedignamente dobrado dava o mágico impulso no aro de borracha maciça e ... e o  mundo era meu.
O principio básico do arquinho é manter a roda em movimento, não se pode parar. Assim, com o movimento mínimo demonstrava o controle fino do brinquedo - da vida (?) -, bastava apenas seguir em frente.
Pronto. Estava seguro. O mundo que girasse sob minha condução inexorável, e que aonde eu quisesse ir, iria.

As vezes me assusto em perceber de como a vida pode ser entendida como uma grande metáfora.

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