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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Sobre a verdade.

Olhe novamente.  Talvez você não queria admitir, mas ele está ali: um enorme elefante bem no meio de sua sala, e olha que ele pode inclusive ser multicolorido.
Para não parecer fantasioso lanço mão de um ramo da física que tem uma explicação plausivel(?) para tão inusitada situação, chama-se física Quântica. A grosso modo (bem grosso mesmo), a física quântica prevê que partículas subatômicas vibrem em outras dimensões e possibilitem o improvável.
No entanto não é este contexto que viso nesse momento, mas remeto esta ponderação aos subtextos possíveis  acerca das interpretações que se possa fazer e muitas vezes optamos por não considerarmos os sinais.
É um ato defensivo nosso não explorar as mais variadas vertentes dos fatos que nos bombardeiam inexoravelmente a todo momento. Mas o elefante, aliás ele é o fato, está ali quase a esmagar nosso pé e ainda assim na maioria da vezes o ignoramos, correndo o risco previsível de só lamentar o incômodo do paquiderme em questão sentado sobre as verdades.
Tudo por comodismo (ou conformismo?), por conviniência e as vezes até por educação no entanto, este “fingimento’ tem seu preço. Quitamos, desviamos do elefante, o contornamos e podemos até coloca-lo sob o tapete, mas em alguns casos não temos o cacife para arcar com o custo de encarar a verdade, então fingimos não entender a realidade do mundo a nossa volta.

A verdade pode ser leve, etérea até, mas também pode ser tão pesada quanto o tal elefante. Este, ao invés de ocupar nossa sala, muitas vezes pode estar ali nas entrelinhas das falas não ditas, nas verdades veladas e omitidas em nome da sociabiliadade, das conviniênias de se viver sem magoar ou à ignorar o peso incoômodo das verdades esquecidas.

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