Olhe novamente. Talvez você não queria admitir, mas ele está
ali: um enorme elefante bem no meio de sua sala, e olha que ele pode inclusive
ser multicolorido.
Para não parecer
fantasioso lanço mão de um ramo da física que tem uma explicação plausivel(?) para
tão inusitada situação, chama-se física Quântica. A grosso modo (bem grosso mesmo),
a física quântica prevê que partículas subatômicas vibrem em outras dimensões e
possibilitem o improvável.
No entanto não é este
contexto que viso nesse momento, mas remeto esta ponderação aos subtextos possíveis acerca das interpretações que se possa fazer e muitas vezes optamos por não
considerarmos os sinais.
É um ato defensivo nosso
não explorar as mais variadas vertentes dos fatos que nos bombardeiam inexoravelmente a todo
momento. Mas o elefante, aliás ele é o fato, está ali quase a esmagar nosso pé
e ainda assim na maioria da vezes o ignoramos, correndo o risco previsível de
só lamentar o incômodo do paquiderme em questão sentado sobre as verdades.
Tudo por comodismo
(ou conformismo?), por conviniência e as vezes até por educação no entanto, este
“fingimento’ tem seu preço. Quitamos, desviamos do elefante, o contornamos e
podemos até coloca-lo sob o tapete, mas em alguns casos não temos o cacife para
arcar com o custo de encarar a verdade, então fingimos não entender a realidade
do mundo a nossa volta.
A verdade pode ser
leve, etérea até, mas também pode ser tão pesada quanto o tal elefante. Este, ao
invés de ocupar nossa sala, muitas vezes pode estar ali nas entrelinhas das falas
não ditas, nas verdades veladas e omitidas em nome da sociabiliadade, das
conviniênias de se viver sem magoar ou à ignorar o peso incoômodo das verdades
esquecidas.
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