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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Encanta-me o singrar dos barcos.
De como suas velas impulsionam seus cascos por trilhas improváveis, contras as ondas, enfrentando os revés, por quinas invisíveis querendo conduzir o barco,  burlando a força contraria do vento.
Passo  horas esmiuçando a técnica do  navegar...
Mas controlar o rumo, o vento, o leme e por fim a  vela, todos  esses  elementos não é o desafio.
O desafio é do navegante que busca no resvalo do pano dobrar a quina do vento...
E assim a   mágica se dá.
O barco contorna, desvia, desapruma... mas avança...e veleja sobrepujando as marolas, a rajada, o improvável e  cumpre então o seu destino de ser barco... 

Um dia quero deixar de  ser vela para  ser  o navegante...

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