Encanta-me o singrar dos barcos.
De como suas velas impulsionam seus cascos por trilhas
improváveis, contras as ondas, enfrentando os revés, por quinas invisíveis querendo
conduzir o barco, burlando a força contraria do vento.
Passo horas esmiuçando a técnica do
navegar...
Mas controlar o rumo, o vento, o leme e por fim
a vela, todos esses elementos não é o desafio.
O desafio é do navegante que busca no resvalo do
pano dobrar a quina do vento...
E assim a mágica se dá.
O barco contorna, desvia, desapruma... mas avança...e
veleja sobrepujando as marolas, a rajada, o improvável e cumpre então o seu destino de ser
barco...
Um dia quero deixar de ser vela para
ser o navegante...
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