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segunda-feira, 6 de julho de 2015

O ceu de cada um

Meu interesse por astronomia vem crescendo, alias herança do primeiro Homo Sapiens que ousou questionar: “[...] de onde viemos, pra onde iremos.” Entretanto, o Cosmos nos aponta outras verdades, outros mistérios e principalmente uma lição implacável.
É consenso entre os cientistas que somos “poeira das estrelas”, ou seja, somos compostos pelos mesmos elementos químicos originados no âmago dos astros. Essa afirmativa já aponta uma direção que joga luz sobre a primeira questão da nossa origem.
Iremos para onde já estamos indo, ou seja, nesse instante viajamos a velocidades inimagináveis cosmos a fora e assim alinhamos com o poeta quando este afirmava que “o futuro é uma astronave que tentamos pilotar”. Bingo... segunda questão existencial bem encaminhada.
O momento tecnológico, ainda que potencialmente não seja o mais avançado, sacramenta saberes e conhecimentos relevantes que elucidam maravilhas celestes e que forçam os horizontes do entendimento humano. Verdades se alicerçam e mistérios se esclarecem pelo avanço da ciência.
O astrônomo Carl Sagan define Cosmos como sendo “tudo o que já foi, tudo o que é e tudo o que será”. Essa declaração nos dá uma primeira noção do que seja a grandiosidade dos elementos cósmicos. “Pilares da criação”, “Quasares”, “estrela de nêutrons”, “supernovas”, “buracos negros”, todo esse panorama acima da abóboda celeste toma proporções que o cérebro humano tem extrema dificuldade para visualizar e ter a mínima compreensão dos eventos, das distancia que, para se ter uma idéia é calculada pela distancia percorrida pela luz em um ano numa velocidade em torno de 1,08 bilhões de km/h.
E mesmo que sejamos compostos dos mesmos elementos químicos que forjam as estrelas, como dito anteriormente e de nos orgulharmos de sermos uma raça pretensamente civilizada (em alguns momentos a dúvida é grande...), tendo evoluído intelectualmente, sendo protagonistas desta nau a viajar pelo universo como herdeiros quiçá únicos de uma dimensão cósmica inteira, ainda assim se nos colocarmos em perspectiva com universo, em função da idade, de seu tamanho e de seus mistérios insondáveis e longínquos, o que fica notório é a nossa efemeridade, a transitoriedade da nossa vida frente às escalas cósmicas. Apesar disso, ao erguermos o queixo para olharmos o firmamento, nosso sentimento é  de humildade e perplexidade perante o gigantismo e a perenidade do universo no entanto, uma alento se estabelece.... é incompreensivel o desespero com tanto céu sobre nossas cabeças.  



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