Meu
interesse por astronomia vem crescendo, alias herança do primeiro Homo Sapiens que
ousou questionar: “[...] de onde viemos, pra onde iremos.” Entretanto, o Cosmos
nos aponta outras verdades, outros mistérios e principalmente uma lição implacável.
É consenso
entre os cientistas que somos “poeira das estrelas”, ou seja, somos compostos
pelos mesmos elementos químicos originados no âmago dos astros. Essa afirmativa já aponta uma direção que joga
luz sobre a primeira questão da nossa origem.
Iremos
para onde já estamos indo, ou seja, nesse instante viajamos a velocidades
inimagináveis cosmos a fora e assim alinhamos com o poeta quando este afirmava que “o
futuro é uma astronave que tentamos pilotar”. Bingo... segunda questão
existencial bem encaminhada.
O momento
tecnológico, ainda que potencialmente não seja o mais avançado, sacramenta
saberes e conhecimentos relevantes que elucidam maravilhas celestes e que forçam
os horizontes do entendimento humano. Verdades se alicerçam e mistérios se esclarecem
pelo avanço da ciência.
O astrônomo
Carl Sagan define Cosmos como sendo “tudo o que já foi, tudo o que é e tudo o
que será”. Essa declaração nos dá uma primeira noção do que seja a grandiosidade
dos elementos cósmicos. “Pilares
da criação”, “Quasares”, “estrela de nêutrons”, “supernovas”, “buracos negros”, todo esse panorama acima da abóboda celeste toma proporções que o cérebro
humano tem extrema dificuldade para visualizar e ter a mínima
compreensão dos eventos, das distancia que, para se ter uma idéia é calculada
pela distancia percorrida pela luz em um ano numa velocidade em torno de 1,08 bilhões de km/h.
E
mesmo que sejamos compostos dos mesmos elementos químicos que forjam as
estrelas, como dito anteriormente e de nos orgulharmos de sermos uma raça pretensamente civilizada (em alguns momentos a dúvida é grande...), tendo
evoluído intelectualmente, sendo protagonistas desta nau a viajar
pelo universo como herdeiros quiçá únicos de uma dimensão cósmica inteira, ainda assim se nos colocarmos em perspectiva com universo, em função da idade, de seu tamanho e de seus mistérios insondáveis e longínquos, o que fica notório é a nossa efemeridade, a transitoriedade da nossa vida frente às escalas cósmicas. Apesar disso, ao erguermos o queixo para olharmos o firmamento, nosso sentimento é de humildade e
perplexidade perante o gigantismo e a perenidade do universo no entanto, uma alento se estabelece.... é incompreensivel o desespero com tanto céu sobre nossas cabeças.
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