Era um peixe pequeno que em um primeiro momento não identifiquei que espécie fosse, mesmo porque o que saltava aos olhos era sua luta pela sobrevivência, depois me pareceu ser um pequeno Papa Terra.
Seu movimento era típico de busca por oxigênio junto à lâmina d’água, pois subia, descia e adernava com extrema dificuldade, “arfando”. Confesso minha ânsia por sua situação delicada.
Entretanto, sua luta tinha algo a mais a ser notado, tinha um volume preso junto à sua calda que dificultava seu êxito em subir a superfície. Grande era seu esforço e assim me parecia que a qualquer momento iria lhes faltar forças e acabaria então por sucumbir, pois o peso em sua calda o venceria levando-o à asfixia.
Nisso, o peixe se desvencilha de seu algoz preso a sua cauda e vejo que se tratava de um pequeno siri e, o que era uma eminente derrota, tornou-se uma esperança real de vida quando se viu livre e vitorioso...
Tudo isso, como um frame, um quadro isolado .... mas inspirador e imediatamente sucedendo a uma prece cálida, questionadora e esperançosa... sentado à beira mar..
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